(Source: heyeverybody)
Não tenho medo de doer, bom que doa logo de uma vez ao invés de ficar sofrendo aos pouquinhos… Hoje disse pra mim mesma: agora toma! quem mandou ser intensa?! agora toma no **! Quem mandou se doar demais?! Quem mandou ter expectativas demais?! Agora aprende como a vida é!
Mas sabe, essa não vai ser a primeira e nem a última vez que choro por alguém. E dói, dóis demais, mas deixa doer, tudo me fortifica.
”E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda”.
(Source: heyeverybody)
”He was not my boyfriend. On the other hand, he wasn’t just a friend either. Instead, our relationship was elastic, stretching between those two extremes depending on who else was around, how much either of us had to drink, and other varying factors. This was exactly what I wanted, as commitments had never really been my thing. And it wasn’t like it was hard, either. The only trick was never giving more than you were willing to lose”.
O amor é um sentimento sublime. Supera os problemas e diferenças, resiste ao tempo e se fortalece com a distância.
(Source: sentimentosnublados)
Debaixo da árvore ela podia observar os feixes de luz que aquele sol escaldante provocava no resto da paisagem. No colo; um caderno, lápis, borracha e um livro. Os olhos atentos a folha percorriam de um lado para o outro a fim de tentar melhorar os três parágrafos que ela havia escrito.
Logo a frente encontrava-se um grupo de crianças com balões, desses que são vendidos nos parques. Enfeitiçada por aquela cena, arrancou a folha com aquele monte de palavras insuficientes e começou a escrever uma carta:
Querida Lana,
Eu só tenho conseguido escrever coisas “razoáveis” a noite. Essa carta é a única exceção. Talvez a culpada seja essa insolente da carência noturna que tem visitado-me a quatro meses. Eu sabia lidar com isso, você lembra. Lia um livro, ia para outro lugar, me tornava outra pessoa, dona de outra vida. Via comédias água com açúcar que você tanto gosta. Você era uma boba, chorava fácil, fácil… Mas de uns tempos para cá nada me satisfaz. Esse excesso de lucidez tem sufocado. É um grito interno, desassossego.
Ontem a noite parei para olhar as estrelas como você gostava de fazer. Não senti N-A-D-A. Como pode?
Está tudo tão vazio, volta pra mim menina. Perdeu-se na estrada dos 17 anos, foi? Perdeu-se de mim, perdeu-se de si.
Você criou vários dragões, alimentou-os com um punhado de ilusões disfarçadas de realidade. Um dia desses subiu em um deles e voôu por aí.
Eu, a parte rabugenta, mal-humorada e pessimista precisa de você; a parte alegre e sonhadora. Todo mundo tem esses dois “polos”, quem é legal 24hrs por dia é falso.
Quando a gente se perde de si mesmo, fico difícil de achar o caminho de volta. Fica uma reticência eterna.
Não entra nesse poço que você mesma criou.
Um beijo.
Releu a mesma quatro vezes, fez pequenas correções e dobrou o papel em quatro. Caminhou até o senhor que vendia balões - gordinho e barbudo, lembrava o bom velhinho papai Noel - e comprou um balão vermelho em forma de estrela. Amarrou a carta no barbante e deixou que o vento levasse a estrela até o céu, naquele fim de tarde.
Brotava no peito a esperança de olhar para o céu naquela noite e encontrar a parte de si que havia perdido.
eceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma companhia para ir ao cinama de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, ‘é ter alguém para amar’. Já dizia o poeta que ‘amar se aprende amando’ e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca de todo mundo e não der de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento. É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo é o mesmo que não ter ninguém também. E não ser livre para trocar e crescer é estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão”.